Vimos de uma história
Os nossos pais transmitiram-nos uma história, e a língua faz parte dela. Carrega uma parte de quem somos: uma forma de cumprimentar, de brincar, de consolar, de rezar. Falar lingala é continuar ligado a essa história.
A visão, a missão e os valores que guiam este projeto. Palavras simples, mas que contam.
Antes de mais, olá
Antes de mais, olá. Por trás deste site há um nome, Hans, raízes congolesas e uma infância na Suíça. Mas a história não é só minha, é nossa. Crescer entre duas línguas, compreender lingala sem ousar falá-lo, sentir este fio a desfiar-se de geração em geração. Este silêncio, muitos conhecem-no.
Podemos lamentá-lo durante muito tempo. Constatar, queixarmo-nos, esperar que alguém trate disso. Mas uma língua não se salva com palavras, transmite-se com atos. Isso exige tempo, esforço, alguma formação, um verdadeiro compromisso. Este projeto é essa escolha tornada concreta. Encarna um estado de espírito: agir, não só constatar. E esse estado de espírito, é a minha fé cristã que o sustenta antes de tudo: dar em vez de guardar para si, servir em vez de esperar.
Transmitir o lingala não é fechar-se num grupo só seu. À força de nos fecharmos na nossa comunidade, acabamos por a prender. É a abertura que faz ver mais longe, sem nunca virar as costas aos nossos. Amar os nossos e continuar aberto ao mundo, é isso que une, ao contrário do isolamento. Aqui, escolhe-se a partilha e a entreajuda, nos atos muito mais do que nas palavras.
Para crescer, este projeto tem de ser de todos nós, e ir muito além de uma só pessoa. Aprende, transmite, corrige uma palavra, fala dele à tua volta, apoia-o com um donativo se puderes. Cada gesto leva-o mais longe. Congolês ou amigo dos congoleses, esta língua liga-nos, e no fim do caminho, somos todos nós que colheremos os frutos.
Os nossos pais transmitiram-nos uma história, e a língua faz parte dela. Carrega uma parte de quem somos: uma forma de cumprimentar, de brincar, de consolar, de rezar. Falar lingala é continuar ligado a essa história.
Muitos de nós, nascidos noutro lugar, nunca tiveram oportunidade de aprender. E a vida moderna, ecrãs e inteligência artificial incluídos, afasta cada dia um pouco mais as famílias do que eram. O que não se transmite apaga-se.
Este site transmite um saber vivo: uma língua que se fala com quem se ama. Não um museu, não folclore. Um gesto de amor virado para os que vêm depois de nós.
Abrir a cada um, onde quer que viva, um caminho simples e alegre até ao lingala: compreendê-lo, ouvi-lo, praticá-lo, até o falar com os seus. Depois fazer o mesmo pelo suaíli, o kikongo e o tshiluba. Uma missão que ultrapassa uma só pessoa, e que avança graças a quem a carrega.
Dizemos o que é certo, admitimos o que não é. Sem invenção, sem atalhos. A confiança ganha-se a cada palavra, e é ela que queremos servir.
Não nos limitamos a falar, fazemos o que dizemos. O site pratica o que ensina, e a transmissão vive-se nos atos, não só nas palavras.
Damos-te as chaves, tu seguras o volante. Cada um aprende ao seu ritmo, transmite por sua vez, e pode fazer crescer o projeto. Congolês ou amigo dos congoleses, cada um tem aqui um papel.
Agir em vez de constatar, e inscrever-se na duração. O site cresce página após página, sustentado por quem nele se investe, muito além de uma só pessoa.
Uma língua transmite-se por amor.
Cada palavra aprendida é um fio retomado. Começa pequeno, avança ao teu ritmo: o resto virá.
Começar pelas bases